Com o fim das matas paulistanas, seu maior protetor está adormecido, repousa no leito do Anhangabaú. Já não há mais bichos, os caçadores venceram.
Porém, em uma noite, o choro de uma criança, dessas de rua, o desperta.
A floresta agora é de concreto, os sons da noite são estranhos, e aquele choro continua baixinho, é o medo.
Um ser mágico como o Curupira consegue perceber essa criança que, aos olhos de muitos, é invisível, mas para ele, é a motivação para o despertar. O protetor das florestas e dos bichos agora defenderá os indefesos e, como essa selva não é mais a mesma, une forças com outro guerreiro, o Anhangá. Essa união resulta em um novo ser mitológico, o Curupiranhangá, que, de dia é Curupira e, de noite, Anhangá. Assim ele surge, gigante.
A proposta do coletivo NOISETUPI, neste representado pelos artistas Dado França e Ricardo Palmieri, consiste na criação de instalação de escultura inflável, cujo interior será iluminado por luzes interativas que proporcionarão volume e movimento ao objeto. O controle será dado pela variação de poesias sonoras, as quais serão a trilha do despertar.
A escultura representa a saída do Curupiranhangá da terra, com seus cabelos de fogo sendoreve- lados.

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