instalação interativa
projeto de Lai Krotoszinsky
Emoção ART.ficial – Itaú Cultural – SP
2010

A instalação interativa acontece em duas etapas:
1. Os visitantes tem suas silhuetas captadas no piso do 1o subsolo
foto: Inês Correa
foto: Inês Correa
2. No 2o subsolo, uma estrutura de 4 painéis é onde acontece o ballet das silhuetas digitais.
foto: Inês Correa
Cada contorno extraído dos visitantes entra em cena nesse espaço virtual, incorporando movimentos expressivos que se articulam segundo parâmetros atualizados pelas relações espaciais entre as silhuetas bailarinas.
A proposta coreográfica estipula as diferentes dinâmicas possíveis, mas sua atribuição à cada bailarino que entra em cena, e a relação entre esses no tempo e no espaço virtual, compõem inúmeras configurações coreográficas/musicais desse ballet digitallique.
A sessão de ballet digitalique tem início com o primeiro registro de silhueta e sua respectiva movimentação e composição musical no espaço virtual. As coreografias que emergem são resultado tanto da programação, quanto de circunstâncias determinadas pelo comportamento os bailarinos no momento em que interagem. A partir de então, a dança nunca termina, pois, saídas e entradas em cena vão se sucedendo conforme novas silhuetas são captadas. Nos intervalos de tempo em que não acontecem entradas de novas silhuetas, o elenco que já está no sistema se organiza em diferentes exercícios coreográficos.
A proposta musical, por sua vez, também é modular, espacializando-se conforme os bailarinos se deslocam no espaço dos quatro painéis. Sua construção acontece em tempo real acompanhando as passagens pelas ações de esforço dos bailarinos e seu trajeto em cena.

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